Rebeca L, Bacharel em Direito
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Rebeca L

Teresina (PI)

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Rebeca L, Bacharel em Direito
Rebeca L
Comentário · há 10 anos
Acho que as teorias econômicas deveriam fazer uma doutrina só para o "caso Brasil". Pessoalmente, entendo que o Estado deve ser, sim, intervencionista. O problema é que, no Brasil, a corrupção é tão disseminada - do Estado aos empresários - que as vicissitudes comprometem o próprio funcionamento do "Estado do Bem-Estar social". É importante questionar: O dinheiro gasto nas políticas públicas, a partir do intervencionismo, realmente está saindo dos cofres da União e aplicado nas áreas a que se destinam, em sua totalidade?

Por exemplo, já perceberam o volume de recursos públicos que saem da União para os municípios, destinados ao FUNDEB (educação) e saúde, que são sistematicamente desviados pelos prefeitos? A Lava-Jato é uma operação que enche os olhos, mas a longo prazo, é o dinheiro desviado pelos gestores municipais que se torna o principal fator responsável por uma má-educação, saúde deficitária, cidades sem atrativos econômicos etc.

Para mim, se os recursos que fomentam o Estado do Bem-Estar social fossem realmente aplicados em seus fins, o gasto seria efetivamente convertido em benefício econômico e social. Não creio que o problema seja essa forma de política e, sim, acho que a falha está nos órgãos de controle (falta de fiscalização da aplicação dos recursos,, controle interno e assessoria jurídica/procuradorias municipais comissionados e não concursados, em sua maioria, especialmente no interior) e na falta de senso de cidadania do brasileiro. Como bem disse a Carmem Lúcia, "O Brasil é um país que faz um impeachment, mas não consegue tirar o vereador de uma cidadezinha do interior, que todo mundo sabe que é corrupto".

Sob essa perspectiva, vejo que se você promove, no Brasil, um Estado liberal, fora da linha do "Bem-Estar social", com esse nível de corrupção que temos (corrupção usufruída, inclusive, pelos grandes empresários, como mostrou a Lava-Jato), você retirará da sociedade qualquer garantia de que os recursos irão ser revestidos para o desenvolvimento social. Às vezes, esse discurso contra o bem-estar social é usado para combater o efeito e mascarar a causa da falência desse sistema no Brasil. Para mim, o propósito do E. Bem-estar é muito bom, o Estado deve ser intervencionista (moderadamente), sim, porém, alguns fatores que têm impedido o seu sucesso, no Brasil, devem ser combatidos (como a corrupção, empresários que levantam a bandeira do liberalismo, mas adoram um cartel, etc).

Então, antes de criticarmos esse sistema, talvez seja interessante vermos se realmente o problema é ele ou se fatores externos têm impedido que o mesmo tenha sucesso. E aqui, não acho que a corrupção vai ser diminuída pelo Estado Liberal.

De qualquer modo, meu post é só para estimular uma boa discussão, sem agressões. Nosso país está passando por um momento tão turvo e há várias variáveis fora de controle, que não tenho certeza absoluta de nada mais a respeito de nenhum plano econômico, rsrs :)
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Luiz Henrique Caldas, Bacharel em Direito
Luiz Henrique Caldas
Comentário · há 10 anos
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